Qual foi o primeiro efeito especial no cinema?

Qual foi o primeiro efeito especial no cinema?

Qual foi o primeiro efeito especial no cinema? – Pergunta de Augusto Luís, Modelo (SC) – quer enviar uma pergunta também? Clique aqui.

Já faz quase 128 anos, caro modelense —e foi de perder a cabeça, literalmente.

Em 1895, o americano Alfred Clark reconstituiu a decapitação da rainha Maria da Escócia (também conhecida como Mary Stuart ou “Mary, Queen of Scots”) com o primeiro truque cinematográfico de que se tem registro.

A sacada de Clark foi colocar os atores em cena na posição da execução da rainha e congelar todo mundo. Com todos parados como estátuas, o diretor desligou a câmera e posicionou um boneco no lugar da pessoa que interpretava Maria da Escócia. Ao religar a câmera, o executor desfere a machadada e a nobre cabeça falsa rola.

Pode-se dizer também que a gambiarra de Clark foi o precursor do que hoje conhecemos como a técnica de animação stop motion (de “A Fuga das Galinhas”, para ficar numa produção deste milênio). Nela, a filmagem não é contínua, mas quadro a quadro – são pequenos ajustes a cada frame que criam a ilusão de movimento.

Ao longo da fase do cinema em preto e branco, inúmeras técnicas surgiram para criar ilusões, como

  • A sobreposição de filmes, mesclando imagens filmadas em momentos diferentes;
  • Cenários em miniatura, como a cidade atacada por King Kong;
  • E mesmo modelos de aeronaves e navios para simular batalhas.

Com o advento dos filmes coloridos, surgiram técnicas utilizadas até hoje com o chroma-key, que consiste em filmar cenas diante de um fundo com uma única cor —geralmente verde ou azul, mais difíceis de se confundirem com tons de pele— e substituir a parte colorida por um cenário.

“O Ladrão de Bagdá” (1940), ganhou o Oscar de efeitos especiais, em 1941, utilizando a técnica.

Dos anos 1950 em diante, o gênero de ficção científica puxou a evolução dos efeitos especiais. Godzilla (1954), com suas miniaturas e atores humanos vestidos de monstros gigantes, subiu a régua estabelecida por King Kong (1933) vinte anos antes.

Na sequência, a trinca de peso formada por Stanley Kubrick, George Lucas e Steven Spielberg —com “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Star Wars” (1977) e “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), respectivamente—, montou equipes de efeitos especiais que pavimentaram o caminho para a computação gráfica (ou CGI, sigla em inglês para “imagens geradas por computação”) tão comum no cinema dos anos 1980 até hoje.

Só que, por incrível que pareça, a computação gráfica estreou nas telonas bem antes disso —e nas mãos de outro Alfred.

Se você pensa que foi num filme de aventura ou de ficção científica, surpresa! O pioneiro em utilizar CGI no cinema foi o mestre do suspense Alfred Hitchcock, na abertura do clássico “Um Corpo que Cai” (1958).

Se considerarmos, contudo, o uso de computação gráfica em cena, live action mesmo, como parte do enredo do filme, o pioneiro é “Westworld” (1973), de Michael Crichton, com o CGI emulando a visão pixelizada do pistoleiro androide, protagonista do filme.

O resto é história, caro modelense, com os filmes usando cada vez mais CGI e dando saltos evolutivos na tecnologia, desde “Tron” (1982), “Jurassic Park” (1993) , até o primeiro longa-metragem totalmente feito com computação gráfica: “Toy Story” (1995).

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FONTE UOL

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