Carros elétricos ficam imprestáveis depois que a bateria perde a vida útil?

Carros elétricos ficam imprestáveis depois que a bateria perde a vida útil?

Mas a realidade é que, na prática, em vez de trocar toda a bateria do veículo de uma vez, a substituição é feita por módulos, ajustando apenas o que está danificado, o que reduz o preço da manutenção.

“A bateria do veículo elétrico entrega dois parâmetros: um é autonomia e o outro é potência. É isso que ela vai perder com o passar dos anos, mas demora até que o usuário tenha essa percepção. Em oito anos de uso, por exemplo, o tempo que as montadoras costumam dar de garantia, normalmente, ela ainda não dá sinais de deterioração”, explica.

Para o integrante da SAE, o caminho natural é que, com o tempo, as montadoras passem a aceitar a bateria usada como parte do pagamento da nova, uma vez que elas possuem valor de revenda e outras serventias além de tracionar um veículo.

Leonardo Celli, da Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei), é proprietário de um BMW i3 há sete anos. O modelo foi um dos primeiros carros elétricos à venda no país. Nesse tempo, ele rodou quase 150 mil km, uma média aproximada de 20 mil km por ano – quilometragem maior do que a de um brasileiro médio, é bom registrar.

Segundo Celli, o veículo começa a dar sinais de desgaste da bateria, mas ele estima que a troca só seja necessária em 10 anos. “Quando era novo, ele rodava entre 130 e 140 km com facilidade, agora, não chega mais a 110 km. É uma perda de cerca de 25% da capacidade. Na prática, não teve perda de potência, só preciso recarregar mais vezes. Lembrando que meu carro tem uma capacidade energética pequena, é mais antigo, são 18 kWh. Ainda assim, acredito que a troca só será imprescindível, de fato, em 10 anos”, avalia.

Leonardo explica que acompanhando a experiência de outros membros da associação de proprietários de veículos elétricos, percebe que os carros mais novos tendem a ter uma degradação menor, porque, com mais autonomia, a quantidade de ciclos de recarga é menor. “Os carros têm vida útil maior quando trabalham entre 30% e 70% de carga, para isso ser viável, precisam de uma autonomia maior.”

FONTE UOL

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